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FAQs

P?Para que serve acessibilidade na Internet?
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A internet oferece serviços de utilidade pública, comerciais e de entretenimento, que podem ajudar a todos. Parece ser natural que as pessoas que tenham mais dificuldades de mobilidade para irem a um banco, supermercado, lojas de compras, de verificarem andamento de processos, lerem jornais e outros serviços que demandariam locomoção ou ajuda de outras pessoas para serem realizados, sejam nela incluídas, proporcionando-lhes liberdade de ação, comunicação e obtenção de informações.

Por outro lado, a diversidade de tecnologias atualmente empregadas na internet, acabou por dificultar sua plena disponibilidade para pessoas que, a princípio, não teriam dificuldade alguma de um acesso regular.

Sendo assim, muitas pessoas para poderem desfrutar dos serviços oferecidos, precisam que as páginas da web que os disponibiliza sejam codificadas dentro de determinados padrões, para que possam oferecer um acesso que sirva para o maior número de usuários possível. Esse é o objetivo de se fazer acessibilidade na web.

P?Acessibilidade na web é para cegos?
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Sim, mas não exclusivamente para pessoas com essa deficiência, ou mesmo para pessoas que tenham alguma deficiência.

Em geral, restringimo-nos à nossa experiência pessoal, ou mesmo à nossa imaginação, ao pensarmos a dificuldade do outro. Assim, para entendermos o modo de uso da Internet por algumas pessoas, devemos lembrar que existem muitos usuários que atuam em contexto muito diferente do comum, como é o caso dos que não têm a capacidade de ver, ouvir ou deslocar-se, que tenham grandes dificuldades, quando não mesmo a impossibilidade, de interpretar determinados tipos de informação, não serem capazes de utilizar teclado ou mouse, que necessitam tecnologias assistivas específicas associadas e necessárias à navegação, como navegadores completamente diferentes dos habituais, por voz ou que apenas apresentem texto.

Por outro lado, algumas tecnologias hoje consideradas comuns, como os telefones celulares, palmtops, navegadores de páginas que não sejam iguais ao mais comum, o Internet Explorer, mas que podem oferecer opções de navegação diferenciadas, as várias resoluções de tela, como a 800 x 600, 1024 x 768, 1280 x 1024, 1440 x 900, 1680 x 1050 etc, podem também não funcionar adequadamente caso determinados padrões de codificação não sejam realizados e, assim, atrapalharem a visualização oferecidas pelos navegadores.

Usuários com acesso discado ou mesmo com banda larga pouco velozes, estão cada dia mais impedidos de uma navegação tranquila e execução de aplicativos que exijam maior velocidade.

Dessa forma, acessibilidade na web não é só para pessoas com deficiência visual, ou qualquer outro tipo de deficiência, mas para um número de pessoas cada vez maior, tanto quanto se expandam as diferentes formas de utilização e acesso à web.

P?Existe legislação a respeito de regras para Acessibilidade?
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No Brasil, o decreto nº. 5296/2004(http://www.bengalalegal.com/dl5296.php), regulamentador da lei de acessibilidade nº 10098, em seu capítulo VI, dedicou 14 artigos ao Acesso à Informação e Comunicação das pessoas com deficiência. Tornou obrigatória a acessibilidade na Internet, porém, apenas para às pessoas com deficiência visual (não contemplando as pessoas com mobilidade motora reduzida e com deficiência auditiva) e somente a portais do governo.

Percebe-se assim, a existência do mito de que acessibilidade web seja apenas para pessoas com deficiência visual, chegando a ponto de, erroneamente, legalizar-se tal ideia.

Entretanto, recentemente o Brasil assinou a “Convenção Internacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência” (http://bengalalegal.com/convencao.php). na ONU e o Congresso Nacional ratificou, com quórum qualificado, que esta Convenção se tornasse lei brasileira com status constitucional, desde julho de 2008.

A acessibilidade na internet foi contemplada nos artigos 9 e 21 da Convenção, tornando obrigatória e crime de discriminação qualquer informação na internet não acessível para qualquer tipo de deficiência e a qualquer categoria de portal ou site, de empresa privada ou governamental, acabando assim com as restrições anteriores do decreto.

P?Sites acessíveis são necessariamente feios, sem cores e imagens?
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A ideia de que sites acessíveis seriam feitos para pessoas com deficiência visual, especialmente as cegas, acabou por fazer acreditar que os sites acessíveis tivessem de ser feitos somente de texto. Em determinada época, inúmeros sites, inclusive de instituições de/para cegos, chegaram a disponibilizar versões somente texto para deficientes visuais e versões gráficas para as demais pessoas.

Essa prática incorre em dois erros principais:

1. Como a acessibilidade para pessoas com deficiência visual, por tornar a navegação por via do teclado plenamente possível, é compatível para pessoas que não conseguem utilizar mouse na navegação, como usuárias de notebooks, paralisadas cerebrais e tetraplégicas, com pouca destreza manual para mouses, mas suficiente para a navegação via teclado, acabavam tendo de desfrutar de uma versão de site completamente sem atrativos, inadequada visualmente para elas;

2. quando o desenvolvedor da página tinha de atualizar informações, em geral, só o fazia na versão gráfica, ficando a versão texto quase sempre desatualizada. Quando fazia a atualização nas duas versões, ficava com trabalho dobrado.

Sendo assim, uma versão acessível e comum a todos é a mais prática e recomendável de ser realizada, incorrendo na inclusão digital de todas as pessoas no mesmo espaço e com as mesmas informações.

Para isso, não é necessário que esse espaço não tenha imagens, cores de qualquer natureza e uma estética desagradável. Existem formas de tornar acessíveis as imagens criando-se seus equivalentes textuais, para que pessoas com deficiência visual possam conhecer seu conteúdo e função no contexto da página, e pessoas sem essa deficiência estejam em um espaço agradável e atraente para seus olhos.